Entre o Encerrar e o Recomeçar: Um Tempo de Escuta Interna

Fim de ano costuma chegar com um misto de luzes, expectativas e cobranças silenciosas. Para algumas pessoas, é tempo de celebração. Para outras, é um período em que o peito aperta, a mente cobra e o coração tenta entender tudo o que não coube nos últimos meses.

Há quem se sinta cansado. Há quem se sinta sozinho em meio ao barulho.
Há quem olhe para trás com orgulho, e quem olhe com tristeza.
E tudo isso é humano.

Este não é um período que exige performance emocional.
É um período que pede verdade.

Combo de Atividades para Saúde Emocional é um material elaborado em PDF. Trata-se de um guia prático e transformador, com mais de 200 exercícios estruturados para ajudá-lo a compreender, regular e fortalecer suas emoções.

Por que o fim de ano mexe tanto com a gente?

Porque ele marca encerramentos. E toda vez que algo se encerra, mesmo quando é bom, algo dentro de nós se movimenta.

É natural sentir:

  • uma angústia vaga, como se algo estivesse fora do lugar;
  • a sensação de que “faltou” alguma coisa;
  • comparações dolorosas com a vida dos outros;
  • medo de repetir velhos padrões;
  • desejo sincero de mudança, mas sem saber por onde começar.

Essas emoções não são falhas. São sinalizadores internos — pedidos de cuidado.

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Quando a angústia aperta: o que fazer com essa sensação?

Angústia não se resolve com pressa. Ela se acolhe.

1. Permita-se sentir sem se julgar

Muitas vezes, a angústia cresce porque tentamos escondê-la.
Sentir não significa fraqueza; significa que você está vivo e atento ao que importa.

Pergunte-se:
“O que essa emoção está pedindo de mim?”

2. Dê nome ao que está pesando

Angústia tem o hábito de se disfarçar.
Às vezes é tristeza, outras vezes é medo, cansaço, solidão, frustração ou ceticismo.

Escrever ajuda a clarear.
Experimente registrar:

  • Do que estou me despedindo este ano?
  • O que eu gostaria de ter vivido?
  • O que ainda dói?

Nomear não elimina o peso, mas organiza o que está dentro.

3. Crie pequenos rituais de encerramento

Não precisam ser grandes gestos. Basta algo simbólico:
acender uma vela, caminhar em silêncio, arrumar apenas uma gaveta, jogar fora papéis antigos.

Encerrar por fora ajuda a organizar por dentro.

4. Reduza o ideal e abrace o possível

Fim de ano desperta a fantasia de “vida perfeita”.
Mas a vida verdadeira é feita de limites e possibilidades reais.

Em vez de perguntar “O que falta para ser melhor?”, tente:
“O que é possível, gentil e verdadeiro para mim agora?”

A resposta costuma aliviar.

5. Converse com alguém de confiança

O alívio muitas vezes nasce no vínculo.
Falar sobre o que pesa cria espaço para respirar.

Se não houver alguém disponível, a escrita terapêutica cumpre esse papel:
ela segura o que transborda.

6. Permita-se descansar — de verdade

Cansaço emocional também pede pausa.
Não é preguiça, é necessidade.

Um corpo em pausa pensa melhor.
Uma mente descansada sente com mais clareza.
Um coração cuidado se abre para transformações possíveis.

As transformações que nascem no silêncio

O fim do ano não exige que você se reinvente.
Ele apenas convida.

Às vezes, a verdadeira transformação não é mudar tudo, mas ajustar o suficiente para que a vida fique mais respirável.

Transformação também pode ser:

  • dizer “não” com menos culpa;
  • pedir ajuda quando necessário;
  • permitir-se sentir prazer novamente;
  • encerrar um ciclo interno;
  • abrir espaço para algo simples que faz sentido.

Mudanças pequenas podem ser sementes de anos mais leves.

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Um lembrete para levar com você

Você não precisa estar animado.
Você não precisa estar pronto.
Você não precisa corresponder ao ritmo de ninguém.

Apenas esteja consigo.
Com respeito, com honestidade, com o cuidado possível hoje.

Fim de ano não é sobre performance.
É sobre humanidade.

E na sua humanidade, há espaço para recomeçar — do seu jeito, no seu tempo.

Um abraço,
Suzanne

Publicado por Suzanne Leal

Psicóloga. Site: suzannelealpsi.com Instagram: @suzannelealpsi

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