Quantas vezes pensamos: “E se eu tivesse tomado outro caminho?”, “E se aquela escolha fosse diferente?”, “E se eu tivesse dito algo mais?” Essas perguntas ecoam em muitos corações — não como peso ou culpa, mas como convites suaves para olhar para dentro com curiosidade e compaixão.
O “Roteiro de Vida Não Escrita” é justamente isso: um guia terapêutico que propõe imaginar versões não vividas da nossa história — cenas alternativas, roteiros paralelos — não para viver de arrependimento, mas para acolher possibilidades sombreadas, resgatar desejos silenciados e fortalecer a autorresponsabilidade emocional.
Por que revisitar “o que não foi escrito” pode curar
- Desvendar o invisível
Muitas histórias que moram em nós nunca foram contadas — porque foram caladas, esquecidas ou descartadas. Ao permitir que essas narrativas emergem (mesmo que simbolicamente), abrimos espaço para integrá-las à nossa identidade, diminuindo a sensação de fragmentação interna. - Expandir a noção de possibilidade
Ao imaginar um “roteiro paralelo”, não estamos dizendo que devemos viver nele — mas que dentro de nós existem múltiplas capacidades, potenciais, caminhos não trilhados. Essa expansão mental desafia crenças fixas do tipo “isso é impossível”, “já era”, “não posso mais”. - Transformar falsas certezas em escolhas conscientes
Muitas das nossas decisões foram feitas sob pressão, medo ou ausência de alternativas. Revisitar uma cena — reescrevê-la, ressignificá-la — permite olhar para os porquês e para os impactos das escolhas. Isso traz mais consciência para o presente e mais liberdade para novas decisões. - Cura simbólica e emocional
A escrita imaginada ou guiada funciona como uma catarse branda: o que ficou “não escrito” pode encontrar voz no simbólico. E isso não corrige o passado — mas ajuda a aliviar seu peso e a resignificar sua presença no presente. - Fortalecimento da identidade e autoestima
Ser a roteirista, a diretora da própria vida — ao menos em imaginação terapêutica — é um ato de empoderamento. Recupera-se protagonismo, reforça-se que somos autoras (em parte) de nossa narrativa, ainda que nem todos os capítulos sejam compostos por escolha.
Um convite: experimente com delicadeza (e suporte)
Esse tipo de exercício pode despertar emoções fortes — saudade, dor, arrependimento, frustrações, mas também gratidão, reconciliação, amor silencioso por partes esquecidas. Por isso, recomendo:
- Faça em um lugar tranquilo, reservado, sem pressa.
- Tenha à mão papel, caneta, talvez música suave ou incenso, algo que ajude no ambiente interno.
- Deixe fluir o que vier — sem censura, sem busca por “respostas certas”.
- Se sentir que as emoções ficam muito intensas, pare e retome somente depois, com apoio.
- Se possível, compartilhe com alguém de confiança ou terapeuta o que emergiu — não é preciso enfrentar sozinho.
Material terapêutico para baixar
Para lhe apoiar nessa jornada interna com estrutura e orientação, deixo o “Roteiro de Vida Não Escrita — Atividade Terapêutica para Mulheres”. Trata-se de um guia gentil que propõe você como roteirista e protagonista da própria vida — revisitando cenas, imaginando roteiros paralelos e encontrando insights para o presente.
Você pode baixar o material completo em PDF clicando aqui:
📥 Roteiro de Vida Não Escrita (PDF)
Dentro dele você encontrará:
- Exercício “Reescrevendo a Cena”: escolha uma lembrança que “encosta” em você, reimagine o que teria sido diferente e explore o desdobrar dessa nova cena.
- Espaço para escrita terapêutica: registrar a cena escolhida, a cena reescrita, o capítulo alternativo, o significado e uma ação simbólica ou concreta no presente.
- Reflexão sobre benefícios: ressignificação de arrependimentos, ativação de desejos esquecidos, fortalecimento do protagonismo.
- Proposta simbólica de “corte de cena” — gesto de transição para o novo capítulo da vida.
Um abraço,
Suzanne

